terça-feira, 26 de maio de 2009

FOTOGRAFAR

Matar?! Porque não fotografar?

Aconteceu recentemente. Estavamos os três. O foco da minha atenção estava no Soliño e na sua filhota, a Lara. Quatro anitos a abrigar o pai, enquanto este, fotografava um cogumelo. Diliciando-me com esta imagem educativa, formativa e animada, ouvi um testemunho que fiz questão de o disponibilizar neste espaço de reflexão e partilha. Para tal, pedi-lhe que me enviasse uma mensagem via mail. Esta chegou no dia 18. Respondi de imediato:

"Obrigago pela sua mensagem. Logo que possa, irei integrá-la no meu blog".

No dia 20, recebi uma nova mensagem em jeito reclamação amiga:

"faltou a sua apreciação, normalmente qdo. ofereço aprecio uma observação".

O dia seguinte, disponibilizou-se para me ajudar na resposta:

"gostei muito daquele 'sabor' expontâneo, quando com a Lara, junto ao canavial do Lago, você fotografava um Amanita rubescens. As palavras do seu pai não ficaram à porta do meu ser, mas entraram na sala de visitas da minha sensibilidade, e... ficaram. Eu havia-lhe feito um pedido. A sua resposta foi rápida, chegou com o seu mail. De uma maneira muito pessoal, muito sua. Gostei muito. Obrigado. Logo que possa irei partilhar, no meu blog ou/e no meu boletim, esta simples mas intensa experiência. Espero fazê-lo com a simplicidade e a grandeza com que este pedacinho perfumado e saboroso da sua memória familiar o merece. Obrigado uma vez mais".

Ouçamos e sintamos, o Soliño:

NOSTALGIA PEDAGÓGICA

Quando na idade da parvalheira,
A meu pai pedi uma "chumbeira",
Para aos passarinhos apontar;
Eis que me respondeu...
Porque não uma máquina de fotografar
P'ra mais tarde os olhos deliciar,
Tudo o que o HOMEM já rompeu!...
E assim fui descobrindo...
Na magia d'uma lente,
Toda a diferença latente
Entre o vêr e observar.

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