domingo, 10 de maio de 2009

Semana Académica, em Braga


Semana Académica bracarense, sê "mana"!
Eis, a seguir, o meu muito humilde contributo para que tal aconteça.

Penso numa das figuras da nossa cultura nacional - Helena Vaz da Silva - jornalista, animadora cultural e escritora. Acreditando, como ela, na força das palavras e das ideias, na perspectiva de uma democracia participativa, inicio esta reflexão e partilha, não "semeando pedras", citando Helena, como "Pedras do Polegarzinho – do conto da nossa infância – que se deitam para ajudar a reconhecer o caminho; pedras como a que se lança quando se começa a fazer uma casa; pedras brancas e de cor para dar brilho ao nosso dia a dia ou para lhe acentuar os contornos” (Incitações para o Novo Milénio) mas "atirando pedras para o charco" de uma sociedade que, anestesiada por pseudovalores, no "barulhão da noite", viola os direitos de uma freguesia que é a nossa: Dume.

Sim, refiro-me ao "cartaz turístico" da Semana Académica, no Estádio Municipal, esta noite apenas iniciado! Tenho meios e saberes, para me proteger dos "decibeis do exagero" mas penso nos meus "irmãos dumienses/bracarenses". Sobretudo as pessoas mais afectadas...

- Tonto, ingénuo, para quê perder tempo e energia, "gritando" de madrugada, como em oração, pelo Bem Comum, pelo Bom Senso e pelo Consenso?

- Quem és tu, ó Zé Ninguém? Que podes tu contra os "senhores" sentados no trono dos diferentes poderes?

- Relaxa e navega a favor da "corrente"!

Sim, sou "louco remanascente", que rema à nascente ou seja contra a corrente, que se questiona, como Helena, perante uma cultura “de portas e coração trancado, assestado para o êxito, a imagem, o agradável, o curto prazo”.

Sim sou louco, tonto e ingénuo, mas não sou o único nesta "encantadora loucura". Por isso, em nome dos mais sagrados direitos e deveres esculpidos na rocha da História, e particularmente em Abril (este, recentemente recordado), junto a minha "voz" à de outros dumieneses/bracarenses que neste pedacinho nacional, repito, em nome do Bem Comum, do Bom Senso, e do Consenso, pedem, a quem de direito, somente um "ajustamento" nos excessos.

Nota: Texto enviado, nesta data, às entidades competentes.

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