sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Moinho de Vento, em Martim

Aconteceu no passado domingo, em Martim, Barcelos.

Um grupo de amigos (grupo, aberto, informal, heterogéneo…), quis testar um projeto em construção: CUMES (no início de 2014, este projeto será divulgado, nas 62 freguesias/37 Uniões de Freguesias, do concelho de Braga).
Por relações de trabalho de um dos elementos desse grupo e porque o núcleo duro do projeto insistia numa experiência-teste, esta foi feita, não numa das freguesias de Braga, mas de Barcelos.
Eis o enquadramento espacial, dessa experiência, a que chamamos Percurso MOINHO DE VENTO 


Ponto de Encontro: Mercearia dos Pomares (na Estrada Nacional 103, a 100 metros de altitude).
Aqui tivemos um encontro com o passado: o estilo tradicional de mercearia (gerida pela atual empresária Maria do Carmo), que também foi o  primeiro posto dos correios e onde se instalou o primeiro telefone público… Quantas histórias, naquele “livro de memórias”!!!
Já a 270 m, de altitude e a 2,2 kms de distância do ponto de partida: sim, na bouça de Agrela (letra G) no ponto mais alto da freguesia de Martim, sobre a rocha, ali estavam restos do Moinho de Vento, que, outrora, alindara o cume, e do qual registaremos outros pormenores, mais adiante.
Outros aspetos, nas proximidades do Moinho, para os quais se chamou a nossa atenção: as árvores ali existentes (sobreiro, carvalho, pinheiro, castanheiro, mas sobretudo o eucalipto) e algumas formas curiosas dos penedos que ali residem. 
O penedo "Homem que fuma"
O penedo do "sofá":
O penedo "empanglitado"
Porque regressar ao ponto de partida, faria, apenas, 4,4 kms, o grupo, quis ir mais longe, mais alto, para intensificar as experiências:
O contacto com gente do BTT, a panorâmica do vale do Cávado, as conversas recheadas de humor...
O monte de Airó,com os seus 398 m de altitude, onde está instalada a antena
O lugar de convívio do Grupo Gastronómico de Martim
Cogumelos diversos, para acrescentar ao Agrocybe aegerita (comestível), presente no choupo próximo da Mercearia
Tricholomoposis rutilans (não comestível)
Suillus bovinus (comestível)
Cantharellus cibarius (comestível)

Mas, algo especial, como cereja no topo do bolo, já no final dos 7,8 kms (em 3 horas enriquecedoras),
foi... o encontro, na rua da Plaina, com uma pessoa de 83 anos: o Sr. João.
Ei-lo a contar-nos pormenores sobre o Moinho que pertence à sua família:
Comprado, já feito, pelo seu pai (Francisco, que já falecera há uns 40 e tal anos). 
Ali, moeu-se milho, centeio, ceveda e feijão galego (miúdo), levados por burros e carros de bois.
Há uns 45 anos foi desmontado e levada, roubada, a pedra do mesmo. Ficou a base porque, entretanto, avisado, o Sr João interveio. 
O seu irmão Domingos, tinha uma fotografia de um pic nic, junto ao moinho, sem telhado e com um altifalante no cimo. O Filipe e a sua esposa, conseguiram a foto(obrigados Sr. João, Sr. Domingos, Filipe e esposa, e Tiago) . Eis a foto do passado para ser comparada com uma tirada, vai fazer amanhã oito dias.
Procurar as semelhanças e as diferenças entre as duas fotos, pode ser recreativo!!!
Descubram quem é a Lara (9 anos), a Ana (13), a Diana (14), a Raquel (15),  o Tiago (32), o Filipe (38), a Lena (43), o Soliño (44), a Cidália (56),  o Gaspar (63), a Conceição (65) e o Duarte (66) e quem falou do “Moinho de Vento”, do “Penedo do Homem que Fuma” , do “Penedo empanglitado”, dos Tortulhos (cogumelos) de Deus e dos Tortulhos  do Diabo…

E porque de novo no ponto de partida, no interior da mercearia, ouvimos a Dona Justina partilhar, algo ainda mais saboroso, do que o fruto que ali provamos:
- Quando eu era pequenina, o meu irmão levava-me às cavalitas para lá no alto (no Moinho de Vento), lançarmos "estrelas", com fio do norte.

Eis o ponto mais alto de Martim, lá ao longe, na foto com que terminamos este registo. Ouçamo-lo a falar, pois tem muitas, muitas histórias para contar e encantar.
Obrigados, Martim! Obrigados Amigos e Amigas, que nos acompanharam neste 
bem arejado e ensolarado, apesar de frio, desafio!!!

1 comentário:

Madalena Simões disse...

Penso que todos gostamos de ouvir historias ,mas contadas em primeira mão tem um sabor diferente. Eu foi uma destas pessoas que viveu a caminhada em direcçao ao moinho de Vento de Martim, por momentos a minha mente levou-me ao passado e imaginei como este moinho foi importante para o povo de Martim. Vale a pena visitar este local, espero descobrir estas riquezas que envolvem a cidade de Braga com homens e mulheres que sentem o mesmo que eu.
Obrigado Saude 8.

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